Indústria de carros responde por mais de 50% dos empregos do Polo

A produção de automóveis desponta como um dos principais motores da economia baiana. De acordo com o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), no Polo Petroquímico, principal complexo industrial da América Latina, a fabricação de carros responde por mais de 50% dos empregos diretos do lugar.

Além da fábrica da Ford, que emprega 7.680 pessoas – 5.082 na própria empresa e 2.598 em parceiros – estão sediadas no complexo unidades das fabricantes de pneus Continental e Bridgestone que, juntas, são responsáveis por cerca de três mil postos de trabalho. Segundo a Cofic, ao todo, o Polo Petroquímico possui 15 mil empregos diretos e outros 30 mil indiretos.

Para o superintendente de Comunicação da Cofic, Érico Oliveira, a chegada da indústria automotiva em Camaçari foi um marco na história do município, uma vez que diversificou a produção e alavancou os investimentos.

“O segmento automotivo elevou a oferta de empregos para a região, sobretudo para as cidades de Camaçari e Dias D’Ávila, abrindo espaço para um importante ramo gerador de trabalho e renda. E o fato de a maioria das pessoas morar no entorno do complexo mudou o parâmetro econômico da região”, diz Oliveira.

Atualmente, além da montadora, a Ford mantém em Camaçari uma das suas fábricas de motores e atraiu grandes indústrias correlatas. “A Ford é um complexo dentro do complexo de Camaçari, pois agrupa parceiros que trabalham em conjunto para produzir cerca de 250 mil carros por ano”, completa.

Ford

Inaugurada em outubro de 2001, a fábrica contou com US$ 1,9 bilhão de investimento na construção (US$ 1,2 bi da própria Ford e US$ 700 mi dos fornecedores). Em fevereiro deste ano, após 11 meses de layoff, a fábrica voltou a operar em três turnos.

A unidade produz o Novo EcoSport – 34% da produção – e o Novo Ka Hatch e Sedan – 66% – e é o único Centro de Desenvolvimento de Produto da empresa alemã na América do Sul. Atualmente, 72% dos veículos produzidos abastecem o mercado interno e 28% vão para exportação.

De acordo com o gerente da fábrica, Silvio Illi, dentre os estados com potencial para receber a unidade, a Bahia foi o que ofereceu as melhores condições para a instalação. Illi diz ainda que foi considerado o fato de Camaçari possuir uma localização geográfica estratégica, entre o Sudeste e o Nordeste do país, e ainda o fato de a cidade já comportar um complexo industrial.

Outra vantagem foi a possibilidade de gerenciar um porto, o que permitiu ganho de produtividade nas operações de importação e exportação. Segundo ele, a unidade na Bahia é a única a administrar um terminal portuário privativo.

“A construção de uma nova fábrica em Camaçari foi um grande marco na virada da Ford. Foi a partir da vinda da Ford para Bahia que foi criada uma nova categoria automotiva de SUV no mercado brasileiro”, aponta Illi.

Sustentabilidade

Este ano, a Ford de Camaçari conseguiu zerar a emissão de resíduos para os aterros sanitários. A montadora realiza captação de água da chuva, tratamento de efluentes industriais e utiliza tinta à base de água e cabines automatizadas de pintura, que eliminam o desperdício. Há ainda o aproveitamento máximo da luz e ventilação naturais, que reduzem o consumo de energia.

A empresa mantém um centro de educação ambiental, onde realiza atividades, como plantio de hortas, produção de mudas e compostagem. Já foram atendidos no espaço mais de quatro mil alunos e professores de 132 escolas públicas de Camaçari. No entorno da fábrica, foi feito um trabalho de reflorestamento da Mata Atlântica, no qual já se plantou 211 mil mudas em 110 hectares.

Pneus

Além da produção de veículos, é expressiva também a fabricação de pneus no Polo. Juntas, as empresas Bridgestone e Continental produzem, diariamente, cerca de 33 mil unidades, que abastacem o mercado brasileiro, a América Latina e América do Norte.

Inaugurada em fevereiro de 2007, a Bridgestone emprega mais de 1,2 mil pessoas e já produziu cerca de 23 milhões de unidades. A Continental, que emprega cerca de dois mil, produz diariamente 23 mil pneus para carros de passeio, caminhões e ônibus.

Para a Continental, a Bahia foi escolhida para receber a fábrica pelo potencial logístico, parceiros de negócios e qualidade de trabalho, além dos incentivos do governo.

Já a Bridgestone disse pautar seus investimentos no longo prazo. “A empresa tem convicção da importância do mercado brasileiro e apostou na parceria com a Bahia como plataforma para um crescimento consistente e sustentável de suas operações”, diz.

Ford investe em mão de obra local e formação de líderes

Ao longo dos seus 15 anos de história no Polo de Camaçari, a Ford vem investindo na mão-de-obra da região e dando preferência aos profissionais em busca da primeira experiência. Segundo a empresa, 90% de mão de obra é local e 60% do quadro está no primeiro emprego.

O executivo de Manutenção e Engenharia Leandro Damasceno, 33 anos, é um desses casos. “Meu primeiro emprego foi aqui. Eu fazia curso técnico de eletrotécnica e, como meu pai trabalhou no Polo, sempre tive uma atração pela área industrial. Entrei no processo seletivo para os primeiros operadores da fábrica e fui treinado pelo Senai”, conta. Ele está há mais de 15 anos na empresa.

O impacto da chegada da indústria foi sentido também na área social. Além dos ganhos gerados pelo incremento no número de empregos, ações diretas têm melhorado a qualidade de vida da população.

(Juliana montanha)

Confira a programação para o dia da indústria:

Inauguração do Espaço da Indústria;

Lançamento  do livro A Indústria na Bahia, em parceria com a Editora Caramurê, Braskem e Coelba;

Lançamento  da Agenda Legislativa da Indústria 2017;

Coquetel  de congraçamento;

O evento  acontece hoje (25), das 18h às 22h30, no térreo do edifício sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), que fica na Rua Edístio Ponde, nº 342, no bairro do Stiep, em Salvador.

Fonte: Correio 24 Horas

Um comentário em “Indústria de carros responde por mais de 50% dos empregos do Polo

  • 26 de maio de 2017 em 16:42
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    Errata: A Ford é uma empresa Americana e não Alemão como sitado no artigo.

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